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sábado, 30 de julho de 2011

O Retrato de Dorian Gray

Adaptações de obras-primas literárias para o cinema dificilmente são capazes de provocar experiências tão fortes quanto a leitura, porque as imagens substituem a imaginação. E é ela que dá ao leitor o poder de constituir sua própria obra, a partir de seu repertório de vivências, durante a leitura. Em suma: é o leitor que dá vida a uma obra. No filme, essa operação está pronta, a partir da ótica de um diretor. Não é tarefa fácil arriscar-se entre a tentativa de ser fiel à obra e, ao mesmo tempo, permtir ao espectador uma experiência marcante, que persista depois que o filme acaba. Foi o que aconteceu comigo ao assistir O Retrato de Dorian Gray. Tive a mesma inquietação que costumo sentir quando termino de ler um bom livro. A história continua me pertubando. A música, a atmosfera envolvente, a atuação de Colin Firth (um dos meus atores prediletos) e do belo Ben Barnes (perfeito no papel) e fascinante história de Oscar Wilde sobre juventude, beleza e imortalidade, me trouxeram muita inquietação.

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